Foi em Coimbra que, há mais de dez anos, os portugueses A Jigsaw começaram a fazer canções. Profundamente inspirados pela música popular norte-americana, João Rui e Jorri deitaram mãos ao fascinante e inesgotável legado da folk, da country e do blues, criando uma música embalada pelas margens do Mondego mas abençoada pelo espírito do Mississippi.
Desde o primeiro EP, em 2004, até ao bem recebido Drunken Sailors & Happy Pirates, lançado no final de 2011 e apresentado pelo cativante single «The Strangest Friend», os A Jigsaw foram apurando uma alquimia que os tornou populares quer em Portugal, quer além-fronteiras. Com três álbuns editados (Letters From The Boatman chegou em 2007, Like The Wolf em 2009), os autores de «Lovely Vessel» apostaram forte nos seus espectáculos ao vivo, marcados pelo imaginário da mitologia sulista dos Estados Unidos, e pela forma como instrumentos como violino, banjo ou contrabaixo ajudam a tornar real esse mesmo quadro de fantasia.
2012 foi um ano particularmente feliz para os A Jigsaw, que levaram o seu navio «assombrado» por lendas como Nick Cave, Leonard Cohen ou Johnny Cash numa incrível volta ao mundo. Num só ano a banda de Coimbra, que foi buscar o nome à canção dos belgas dEUS, «A Jigsaw You», deu mais de 100 concertos, repartidos por 81 cidades. Além de calcorrearem os palcos nacionais, os A Jigsaw tocaram dezenas de vezes em Espanha, Suíça ou Alemanha, conquistando o carinho da imprensa de «nuestros hermanos» e sendo elogiados pelo britânico The Guardian pela versão de «Let It Snow», destinada a ajudar as crianças do Hospital Pediátrico de Coimbra.
Em 2013 os A Jigsaw entram com toda a confiança e várias novidades: a preparação de várias edições, aproveitando nalgumas delas os muitos inéditos saídos das gravações de Drunken Sailors & Happy Pirates, e uma nova formação da banda, com João Rui, Jorri, Guilherme Pimenta e Maria Côrte a bordo. É, pois, com ânimo redobrado que os A Jigsaw continuarão a agraciar os palcos com concertos onde passado e presente cabem num mesmo sonho, romântico e profundo.
Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas conhecem-se desde sempre. As duas metades da banda Best Youth encontraram-se pela primeira vez quando ainda eram crianças, pois as suas famílias passavam férias no mesmo sítio. Anos mais tarde, os dois amigos do Porto tiveram uma banda juntos – os Genius Loki, que entretanto cessaram actividades – e reencontraram-se nos Best Youth, mais do que uma banda, uma celebração da amizade entre Ed e Catarina e do espírito veraneante e escapista que preside à sua relação. Quando, em 2010, Ed ligou a Catarina para convidá-la a cantar algumas músicas, os Best Youth ainda não existiam. A ideia do guitarrista e compositor (que também toca baixo, piano e sintetizadores) era lançar um disco a solo, com a voz da amiga como «simples» convidada. Ao aperceberem-se de que a química entre os dois permanecia intacta, porém, Ed e Catarina decidiram aproveitar essa alquimia e pô-la ao serviço de algo novo: os Best Youth.
Sem efeito ficou o disco a solo de Ed, pela frente os Best Youth encontraram um caminho ainda breve, mas repleto de oportunidades e aplausos: em 2011, foram incluídos na compilação FNAC Novos Talentos, dedicada aos novos valores da música portuguesa, com a canção «Hang Out», em 2012 lançaram, pela plataforma on-line Optimus Discos, o seu primeiro EP, «Winterlies», disponível para download gratuito.
A edição de um EP de cinco temas (presentemente acompanhado por três canções ao vivo), em vez de um longa-duração, prende-se com a vontade da banda de apresentar-se ao público tão rapidamente quanto possível, abrindo o apetite para o primeiro álbum, a desvendar em breve. A reacção do público a canções como «Honey Trap» ou «Hang Out», dois dos pontas-de-lança de «Winterlies», apanhou os Best Youth de surpresa: alcançando os lugares cimeiros dos tops de airplay da Antena 3 e da Rádio Comercial, os singles convidaram muitos melómanos a entrar na pop melancólica mas aguerrida dos portuenses.
Também ao vivo os convites não pararam de surgir: como dupla, no início, e com o baterista Nuno Sarafa nos concertos mais recentes, os Best Youth já atuaram nos festivais Paredes de Coura, Sudoeste TMN, Optimus Alive e Optimus Primavera Sound (na festa de encerramento do evento, na Casa da Música, Porto). Outras atuações marcantes para a banda foram a participação no evento Mi Casa Es Tu Casa, iniciativa que, ao abrigo da Capital Europeia da Cultura Guimarães, levou várias bandas a tocar em casas de cidadãos que a isso se prestaram.
Lançamento do EP «Winterlies», amealhar os primeiros fãs e conquistar terreno em palco: 2012 tem sido um ano em cheio para os Best Youth, que recentemente anunciaram ainda «There Must Be a Place» uma digressão «intimista» em conjunto com os conterrâneos We Trust, brevemente num anfiteatro perto de si. Os esforços de Ed e Catarina valeram-lhes a inclusão na lista de apostas da revista francesa Les Inrockuptibles e, dentro de portas, o apoio da RUC (Rádio Universitária de Coimbra), do Público e da Time Out. Tanto Catarina Salinas, que este ano foi também convidada por David Fonseca a cantar o tema «Heavy Heart (It Won’t Go Away)», como Ed Rocha Gonçalves descrevem os Best Youth como uma banda ambiciosa, no melhor dos sentidos, pelo que é legítimo esperar que o pedaço mais brilhante do seu percurso esteja ainda por desbravar.
CHE SUDAKA NOVO ÁLBUM “10” NO MERCADO PORTUGUÊS
O ano de 2012 será muito especial para o grupo CHE SUDAKA de Barcelona, será o décimo ano após a fundação oficial da banda em Março de 2002. Além disso, celebrarão o seu milésimo concerto: 1.000 concertos em 23 países! O grupo começará também uma nova etapa com o seu quinto álbum oficial, tanto a nível artístico como estratégico. Este álbum, intitulado simplesmente "10", referência ao seu décimo aniversário, será pela primeira vez editado, na sua totalidade, de forma independente, sob cunho de editora própria, CAVERNICOLA RECORDS. Com este passo ousado, CHE SUDAKA segue o seu caminho como uma banda independente, enfrentando, com toda a sua energia positiva, muito especial e própria, este novo desafio! Em suma, poderíamos dizer que CHE SUDAKA ao longo de dez anos tornou-se adulto! Músicos oriundos de Colômbia e Argentina, chegados em 2000 a Barcelona, sem documentos, conseguiram fazer de CHE SUDAKA um grupo de referência musical a nível internacional!
A base do seu sucesso é muito trabalho e dedicação, muita criatividade, lealdade, enquanto indivíduos e músicos, na forma como desenvolvem o seu trabalho e encaram a vida. CHE SUDAKA ganhou, assim, o apreço e respeito do público e da indústria musical. E ambos concordam quando dizem que têm um dos concertos ao vivo mais energéticos e impressionantes a nível nacional e internacional.
O seu último álbum, TUDO É POSSÍVEL, lançado em Novembro de 2009, entrou directamente para o número 15 do World Music Charts Europe e foi escolhido pela revista Mondo Sonoro como o melhor álbum de 2009 na categoria nacional de música do mundo!
Em Julho de 2010, TUDO É POSSÍVEL ganhou o prémio da Unión Fonográfica Independiente (UFI) de Melhor Álbum Nacional de Música do Mundo de 2010.
Ao vivo em 2012, espera-nos, como sempre, uma bateria frenética, uma forte e poderosa guitarra, um baixo, e múltiplas amostras e efeitos que nos levam para a frente, coros polifónicos, influências de cumbia, rumba, reggae e punk e, claro, o louco desempenho dos irmãos vocalistas, Leo e Kacha!
Emmy Curl
Aos 22 anos, Emmy Curl tem aquilo que criadores de todas as idades ambicionam: um universo próprio, bem desenhado e melhor preenchido. Em novembro a cantora e compositora de Trás-os-Montes, nascida em Vila Real como Catarina Miranda, lança o seu terceiro EP, «Origins». A canção «Song of Origin» serve de primeira amostra de um disco cuja versão digital já pode ser pré-encomendada no site da artista.
Foi há dois anos que Emmy Curl deixou as primeiras pegadas, delicadas mas visíveis, no areal da música portuguesa: «Birds Among The Lines», o EP de estreia, lançado pela Optimus Discos, mostrou-a enquanto dona de uma música delicada e romântica, por vezes agridoce, que a própria define como «dream pop». Cinco canções despertaram a atenção de público e crítica para Emmy Curl, levando-a a actuar nos festivais Sudoeste e Delta Tejo, bem como a aparecer em programas televisivos como A Última Ceia, na SIC Radical.
Criada no seio de uma família dada às artes, Emmy Curl alimenta a sua música, sonhadora e colorida, com a paixão por outras disciplinas: fotografia, artes plásticas e moda (criou um atelier de costura, inspirado pela era vitoriana) fazem parte de um currículo rico em desejo de experimentar mais e fazer melhor, além de fazer bonito. É em palco que Emmy Curl conjuga todas as suas vocações, enriquecendo as suas actuações com a desenvoltura ganha ao serviço dos Rouge, uma banda teatral de Aveiro, onde vive actualmente.
Apaixonada pela sua terra natal, desde cedo que Emmy Curl quis voar além das montanhas da região que a viu nascer, e só na música a artista já pode orgulhar-se de ter dado nome e corpo a vários projectos: a banda Deep:Her; o conceito Cat-a-Vento, no qual, inspirada pela obra de Zeca Afonso e Fausto, planeia cantar em Português; o papel nada secundário de voz convidada em «Hey!», versão dos Pixies incluída no disco do guitarrista português Frankie Chavez.
“«Pesadelo Em Peluche» teve como ponto de partida o livro «The Atrocity Exhibition (A Feira de Atrocidades)», de J. G. Ballard, e a questão aí levantada da nova percepção do real que o panorama mediático e cultural instituído pela moderna comunicação de massas induz no indivíduo. É sobejamente conhecida a anedota do miúdo urbano que se espanta ante a visão de uma galinha viva porque só a figurava depenada e dependurada nos talhos e nos supermercados. Da mesma forma, com o devido reajuste de escala, que traços de personalidade são sulcados no sujeito diariamente exposto às imagens choque de guerras, acidentes, crimes ou catástrofes naturais que enchem os noticiários televisivos, aos paradigmas produzidos pela publicidade na permanente exaltação de objectos quotidianos como o champô, o automóvel, os destinos de férias ou os gadgets tecnológicos, aos mexericos emocionais da vida privada de vedetas televisivas e demais figuras públicas constantemente expostos nas capas das revistas e nos escaparates dos quiosques, aos infindáveis cenários de auto-estradas, engarrafamentos, viadutos, aeroportos e vastos bairros uniformes que lhe marginam as jornadas casa trabalho? Essa matéria visual da cultura mediática e os novos desejos e padrões psíquicos que fomenta constituem o cerne das histórias contidas nas canções e também a premissa para a sua composição, desenvolvida a partir de algumas das matrizes que os últimos 30 anos da história do rock fixaram. Assim, os riffs ou as batidas à maneira servem para enquadrar narrativas psicóticas onde a pulsão sexual é alimentada por estranhos fetiches e a morte não passa de uma ficção conceptual carregada de encantos obscenos. Como se, perdido o equilíbrio genésico, a vida se transmutasse num perturbante pesadelo de desconcerto numa mente entorpecida pelo peluche do conforto”. Adolfo Luxúria Canibal
DEVE HAVER
Single de avanço, ESSA DOR NÃO EXISTE (TU ISSO SABES, NÃO SABES?)
Nuno Prata está de regresso aos originais com Deve Haver, um disco sincero e transparente, onde o músico se coloca várias questões que poderão ser, facilmente, identificadas por muitos da sua geração. Uma reunião de temas compostos nos últimos oito anos e que têm como ponto de partida a realidade de Nuno Prata, desde a saída dos Ornatos Violeta à estreia a solo, as expectativas geradas e todas as inquietações, sem deixar de lado a recente paternidade e as responsabilidades inerentes. Cala-te e Come (Expiação do Derrotado) e Um Dia Não São Dias Não, os temas mais recentes do disco, são um bom espelho da sinceridade do músico.
A par dos originais, Deve Haver tem ainda uma versão em português de Used To Be, de Gordon Gano, dos Violent Femmes, com o título Isso Foi Antes. Depois da participação do músico no disco dos Ornatos Violeta, a admiração manteve-se ao longo dos anos, facilitando esta adaptação.
Gravado entre Setembro de 2009 e Maio de 2010 no estúdio O Nosso Gravador, «Deve Haver» foi produzido por Hélder Gonçalves (Clã, Humanos e Virgem Suta), misturado por Nélson Carvalho, nos Estúdios Valentim de Carvalho, e masterizado por Andy VanDette, no Buzzz Studio. Todos os instrumentos foram tocados por Nuno Prata, Nico Tricot e Hélder Gonçalves, havendo ainda espaço para a participação de Manuela Azevedo e B Fachada no coro de Mais Um Belo Dia.
Compositor por excelência, Nuno Prata revela-se mais maduro e introspectivo com canções que o colocam entre os melhores da sua geração. Escritas num livro de caixa que trouxe em branco de casa do avô, com o deve à esquerda e o haver à direita, Nuno Prata volta às edições, com o selo da Arthouse, quatro anos depois de «Todos Os Dias Fossem Estes/Outros».
Em 2012, os X-Wife celebram dez anos de carreira. Dez anos marcados por centenas de concertos e pela fidelização de milhares de apreciadores de um universo musical consistente e inovador que mistura influências que vão desde o disco ao pós-punk, passando pelo rock e a eletrónica.
Desde o primeiro EP da banda, “Rockin’Rio”, de 2003, até ao último trabalho editado em 2011, “Infectious Affectional”, os X-Wife conseguiram recriar e adaptar o seu mundo musical às novas tendências sem desbaratar a sua marca inconfundível que já deu cartas também a nível internacional. Nomeadamente nos Estados Unidos, Espanha e Itália
A Tour de aniversário foi inaugurada dia 10 de Maio na sala TMN ao Vivo em Lisboa com convidados de luxo: Paulo Furtado (Legendary Tigerman); Tó Trips (Dead Combo); Ana Bacalhau (Deolinda); André Tentúgal (We Trust), presenteando os seus fãs com um concerto que ficará na memória de todos os presentes.
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A Chave do Som,
Management e Produção de
Espectáculos, Lda