
"Dez anos passam a correr. Os X-Wife, de longe uma das melhores bandas que temos por cá (e que têm possivelmente um dos melhores discos que alguma vez alguém fez por terras lusitanas, o grande Are You Ready For the Blackout?), celebraram uma década numa sala TMN ao Vivo bem composta, com convidados de luxo e um alinhamento a roçar a perfeição. Passaram em ordem cronológica pelos temas-chave dos seus quatro discos, começando logo pela grande New Old City, a “primeira música que alguma vez fizemos”, e passando pelos singles (e não só) de cada álbum. Eno, Fall (sempre espectacular ao vivo), Ping-Pong… pode-se dizer que foi o derradeiro concerto para qualquer fã da banda, um daqueles em que se ouviu praticamente tudo o que se queria ouvir (casos raros).
Ao vivo, os X-Wife são uma máquina extremamente bem oleada. João Vieira tem uma voz que ou se ama ou se odeia, mas que dificilmente não se respeita, Fernando Sousa é um baixista perto do genial que ao longo dos anos só tem ficado melhor, e Rui Maia é o multi-instrumentalista que num momento está no sintetizador e no momento a seguir está na guitarra. Uma década durante a qual foram aperfeiçoando a forma de tocar ao vivo, estando hoje em dia bem perto da perfeição, conseguindo em concerto momentos francamente apoteóticos. Num concerto de hora e meia (um pouco mais, até), a consistência foi a palavra-chave: momentos mornos foram inexistentes.
A verdade é que foi ali, em concerto, que grande parte do público pareceu relembrar o poder ao vivo de temas mais antigos como Action Plan ou When the Lights Turn Off. Claro que os temas mais bem-recebidos foram os singles mais conhecidos, como a excelente Fireworks ou a inevitável On the Radio (quem se lembra de ver isto a passar nonstop na MTV?), mas o público sabia bem ao que ia, e foi bonito ver temas mais obscuros serem sempre recebidos com o entusiasmo de quem segue a banda desde o seu início, já há uns longínquos dez anos. Até João Vieira, que nem sempre é conversador, pareceu bastante satisfeito com aquela sala quase cheia que recebia com carinho uma banda que, mesmo assim, merecia mais reconhecimento que aquele que tem.
E depois tivemos os convidados claro. O primeiro foi logo o grande Paulo Furtado, que tocou com a banda a óptima Eno, com voz sussurrante e guitarra ruidosa. Uma conjugação que podia não ter resultado, mas que resultou… e muito, muito bem. Furtado deu uma veia mais rock, mais bruta ao tema, algo que Tó Trips também fez com Take It On Me, tema do mais recente e tão bom Infectious Affectional. Foram os dois melhores convidados da noite, e deram-nos dois momentos que facilmente se tornarão memoráveis para os presentes. Claro que André Tentugal, de We Trust, e Ana Bacalhau, dos Deolinda, também deram uma bela ajuda ao tornar respectivamente Heart of the World e Across the Water em temas mais cheios, mas foram Trips e Furtado, dois mestres da guitarra, que mais ajudaram a que a noite se tornasse naquilo que foi: grande.
Foi interessante poder testemunhar ao vivo a evolução da banda, vendo bem a mudança de estilo de disco para disco, confirmando a consistência de uma carreira de dez anos que certamente ainda tem mais dez para dar. E ainda mais interessante ver como mesmo os temas mais antigos (a genial Realize, por exemplo) resultam tão bem ao vivo quanto os mais antigos. Não foram poucos os temas que não tocavam já há cinco ou seis anos, repescados de propósito para esta celebração, e mesmo esses soaram como se nunca tivessem deixado de os tocar.
O corpo principal terminou bem assente no presente, com That’s Right, do último disco, e antes de chegarem para encore já todos sabiam quais os temas que faltavam: os dois únicos singles deixados de fora ao longo do concerto, On the Radio, de Are You Ready for the Blackout?, e a grande, mas mesmo grande, Rock in Rio. Assim dito, assim foi, com estes dois temas a dar um fim mais que apoteótico a uma noite que muitas vezes o foi. Rock in Rio nem tem feito sequer parte do alinhamento desta última digressão, e poder voltar a ouvi-la ao vivo foi um luxo que ficará na memória dos presentes. Já todos nos tínhamos esquecido do quão intimidante, ruidosa e forte pode ser por vezes a guitarra de Vieira. We’re on a mission to rock’n’roll, de facto.
Foi, segundo as minhas contas, o meu quinto concerto da banda. E foi o que mais impressionou pela execução, pelo alinhamento, e pela pura celebração que foi. Dificilmente se imagina um concerto da banda a roçar tanto a perfeição (só não o foi porque, bem… mesmo assim, podiam ter tocado mais uma ou outra do Blackout… Black Tears e Fantasma, por exemplo), a resumir tão bem uma carreira que já tanto deu e que tanto ainda vai dar. Os X-Wife fizeram dez anos, e deram-nos a certeza de que são, realmente, de longe, uma das melhores bandas que temos por cá; que é como quem diz, foi um concerto espectacular como só eles conseguem. Que venham mais dez."
Por Gonçalo Trindade

“Se tocámos em alguma coisa, se me chamas por algum motivo, se nos podem ver, se nos podem tocar”
(“Notícias do Fundo”, in “O Monstro Precisa de Amigos”).
Os Ornatos Violeta tocaram algo maior. Tão grande, que 10 anos depois, os Amigos continuam a chamar pelo Monstro. E o Monstro ouviu-os…
1991-2002 Ao Vivo marca o reencontro dos Ornatos Violeta com os amigos de sempre, com os novos amigos que os descobriram na última década e que não tiveram a oportunidade de assistir a um concerto e marca, acima de tudo, o reencontro da banda consigo própria… Manuel Cruz (letras e voz), Nuno Prata (baixo), Kinorm (bateria), Elísio Donas (teclados) e Peixe (guitarra), voltam aos palcos para celebrar 20 anos de canções, que a prova do tempo transformou em hinos, retirados dos dois únicos álbuns de originais editados, “Cão!” (1997) e “O Monstro Precisa de Amigos” (1999) – que foi considerado pelos ouvintes da Antena 3 (numa votação promovida a propósito dos 15 anos da rádio), o Melhor Álbum português editado no período 1994-2009.
No final de 2011, antecipando a celebração destas duas décadas, foi lançada uma caixa com os dois álbuns e um CD de inéditos/raridades, recuperados do espólio de temas nunca editados ou apenas disponíveis em compilações. Aqui se descobrem canções que marcam o início dos Ornatos Violeta (“Dez Lamúrias por Gole”, editada pela revista Ritual em 1995) ou um tema das sessões de gravação do 3º álbum “Monte Elvis” que nunca chegaria a ser lançado (“Pára-me Agora”).
O (re)encontro com os Ornatos Violeta será no Palco Paredes de Coura a 17 de Agosto, e nos palcos dos Coliseus, em Lisboa a 25 e 26 de Outubro e no Porto a 30 e 31de Outubro.

Mestiçagem, palavra-chave que identifica os Che Sudaka, grupo sul americano e do mundo que oferece aos seus comensais um cocktail de estilos, todos temperados com essência de alegria, de energia e de força, o verdadeiro combustível da Vida.
Agenda/2010
Agenda/2010
Agenda/2010
Agenda/2010
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2011
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
Agenda/2012
